Eu não dirigia pela Rota 9 há vinte anos, desde que meu filho de sete anos desapareceu em uma lanchonete à beira da estrada enquanto eu estava lá dentro comprando um refrigerante para ele. Na semana passada, um pneu furado me obrigou a voltar para aquela estrada, e um estranho garantiu que eu não saísse de lá com as mesmas perguntas sem resposta que carregava comigo há anos.
Tenho cinquenta anos e minha vida está dividida em duas metades desde 2006.
Antes de Daniel.
Depois de Daniel.
Antes, eu era apenas uma mãe dirigindo pela Rota 9 com meu filho de sete anos ao meu lado, ouvindo-o implorar por um Sprite, como se essa fosse a única coisa que pudesse salvá-lo.