Fui obrigada a sair da leitura do testamento do meu padrasto — três dias depois, o advogado me ligou de volta.

Mas eu permaneci em silêncio. Apenas acenei com a cabeça uma vez, virei-me nos calcanhares e saí do corredor.

Durante a viagem de ônibus de volta para meu pequeno apartamento, fiquei olhando fixamente pela janela embaçada. Me forcei a contar os pontos de ônibus, apenas para evitar desabar em lágrimas na frente de estranhos. Meu peito doía não só de tristeza; era uma dor crua de rejeição. A dor de ser completamente apagada. Quando fechei a porta da frente atrás de mim, desabei no sofá e deixei as lágrimas correrem livremente — em absoluto silêncio, exatamente como aprendi a fazer na minha juventude.

A caixa de madeira