Olhei para a porta fechada e percebi que minha linda garota carregava aquele medo sozinha. Ela pensava que estava me protegendo. Dobrei as cartas com cuidado, enxuguei o rosto e voltei para o quarto. A música ainda tocava. Carol olhou para cima, radiante, até ver o envelope na minha mão. Seu sorriso se desfez.
“Você os leu”, ela sussurrou.
“Sim, meu bem.”
Seus olhos se encheram de lágrimas. “Mamãe, eu não queria que nossos dias bons fossem passados chorando. Eu só queria que você continuasse tendo esperança por mais um tempinho.”
Peguei na mão dela. “Carol, escuta. Não vamos mais esconder nada uma da outra. Aconteça o que acontecer, vamos enfrentar juntas. Chega de segredinhos corajosos. Combinado?”
Ela assentiu com a cabeça, encostada no meu ombro. “Combinado.”