Saí para o corredor e chorei baixinho, não de tristeza, mas de gratidão. Então Daryl saiu. Sua gravata estava frouxa, mas seu rosto estava sério. “Sra. Linda”, disse ele, “podemos conversar?” Tentei abraçá-lo e agradecê-lo, mas ele se afastou delicadamente. “Senhora, a senhora sabe por que estamos aqui de verdade?”
Pisquei. “Para dar à Carol o seu baile de formatura?”
Ele tirou um envelope branco e grosso do bolso do paletó. “Não, senhora. Carol me deu isso semana passada. Ela me disse para entregar à senhora hoje à noite.” Minhas mãos tremiam enquanto eu o abria. Dentro havia páginas dobradas, algumas impressas, outras com a letra de Carol. Uma carta era para Daryl, uma para Megan e uma para mim.
Li a minha mensagem primeiro. As palavras fizeram o corredor se inclinar sob meus pés. Carol escreveu que seus últimos exames não haviam mostrado o que ela me dissera. Ela ouvira o Dr. Patel discutindo os resultados e descobrira que o tratamento não estava funcionando como esperávamos. Ela implorou ao médico por um pouco de tempo antes de me contar, porque não suportaria me ver desmoronar.
“Ela sabia?”, sussurrei.
Daryl assentiu com a cabeça, os olhos marejados. “Ela nos fez prometer que não contaríamos a ninguém. Ela não queria que você passasse esse tempo chorando.”
Prendi a respiração. “Isso não é um baile de formatura antecipado, é?”
“Não, senhora”, disse ele suavemente. “É o único.”
Um som escapou de mim antes que eu pudesse impedi-lo. “Como ela pôde esconder isso de mim? Eu sou a mãe dela.” Daryl permaneceu ao meu lado. “Ela queria que você soubesse esta noite. Não depois. Agora. Enquanto ela ainda está rindo.”