Sinto muito, mãe.
Olhei para o policial Ruiz e depois para meu filho.
“Preciso de um tempo antes de poder olhar para você novamente. Mas primeiro preciso da Maya. Leve-a para casa.”
***
Uma semana depois, ouvi a porta de um carro fechar lá fora.
Naquela manhã eu já tinha ido ao sótão e trazido a caixa, com o coelho de pelúcia em cima, uma das orelhas do qual estava completamente desgastada depois de dez anos nas mãos de crianças.
Olhei para o policial Ruiz e depois para meu filho.
Abri a porta da frente e lá estava ela.
Mais velha. Dezoito anos. De mãos vazias e com um olhar hesitante, enquanto alegria e tristeza disputavam espaço em seu rosto.